e o silêncio...


Me concentro, sem muito esforço. Ouço somente o barulho do motor.
Sentada, no último banco de um ônibus depredado, não enxergo nada.

Cada pessoa que entra pode me ver. Preferem não fazê-lo.
No vazio de pensamentos perdidos, não há nada além de silêncio.
Um vazio com vento, que varre uma ou outra ideia tola; sem eco, sem clichê.
Sobra um passado recente e inquietante.


Fica o amor. O amor e o silêncio.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Clara

autobiografia

Egoísmo